22 de nov. de 2010

As 50 coisas mais legais que aprendi nos anos 90!!

Muito se fala da importância cultural dos anos 80. Atualmente, livros sobre o período são lançados, músicas da época são tocadas até hoje, e a chamada "década perdida" se mostra mais idolatrada do que nunca. Eu gosto da cultura destes anos, da música, dos filmes, mas quando vejo homenagens ao período, fico pensando: e os anos 90? Ninguém se lembra deles? Por isso, pensando na época mais feliz da minha vida, aqui vai uma grande homenagem: 50 coisas que aprendi nos anos 90!

Eu, que nasci em 1986, entrei nos anos 90 com 03 anos, e sai com 13, dedico essa lista à fase mais feliz da minha vida! Ah, não se esqueça de ver os outros posts nesse mesmo estilo que já fiz! Vamos lá:

01
. Quando um leão nasce, certamente será pendurado em um penhasco pelas mãos de um macaco.

02. Um assopro pode ressuscitar um jogo eletrônico.

03.
A maior parte dos problemas da vida cotidiana pode ser resolvida, basta ligar para (011) 1406.

04. O destino de um duende e sua família pode ser selado pelas teclas de um telefone.


05. Em um laboratório de ciências, podemos encontrar um homem barbado vestido de rato.

06. Crianças podem montar uma emissora de TV clandestina em seu quarto e invadir o sinal de canais abertos.

07. Tais crianças devem ser chamadas de "ultrajovens".

08. O Robocop pode ser gay.

09. Uma letra "X" pode ser um bom amigo, e nos divertir dando dicas de livros e receitas culinárias.

10. Uma criança esquecida sozinha em casa pode derrotar ladrões, basta usar brinquedos.

11. As escolas primárias da Cidade do México tem classes repletas de alunos que representam diversas raças e grupos físicos e sociais.

12. Para ser cantor de pagode, basta ter a língua presa, o cabelo oxigenado ou ambos.

13. Cartoons Cartoon são mais que outros cartooons.

14. Adultos se divertem usando trajes sumários e pegando sabonetes em uma banheira.

15. Um chute desperdiçado pode tornar seu adversário campeão mundial de futebol.

16. Motocicletas podem ser pilotadas por ratos que usam coletes e piercings.

17. Jogos de luta tinha versões de rodoviária.

18. Super heróis também morrem. Mas sempre ressucitam.

19. Podemos andar de bicicleta e skate somente usando os dedos.

20. Talk shows que tem seu horário de exibição no nome começam sempre com muito atraso.

21. Pessoas que passaram muito tempo na cama preferem melão.

22. Existem várias diferenças entre o charme e o funk.

23. A melhor dupla de ataque da história do futebol foi Janco Tianno e Allejo.

24. A palavra "Maionese" também pode ser um sobrenome.

25. Bebês nadam pelados em piscinas atraídos por cédulas de dólar.

26. O maior hit da música brasileira pode ser uma canção que repete inúmeras vezes um nome exótico, cantada por um palhaço de circo usando peruca loira e roupas de cores berrantes.

27. Um achocolatado pode te fazer companhia em aventuras.

28. Se você dirigir um ônibus a menos de 50 milhas por hora, ele explodirá.

29. Uma luta de boxe pode terminar com uma orelha decepada após uma mordida.

30. Crianças fazem amizade com baleias.

31. Apresentadoras infantis usam cosméticos de marcas populares.

32. Meninas que habitam os orfanatos da Argentina vivem cantando e fazendo coreografias.

33. Tem sempre alguém no cosmos ajudando um cavaleiro a vencer.

34. Quando atravessar uma ponte a pé, não se esqueça de desviar das bolas de canhão.

35. Adolescentes que frequentam academia de ginástica não frequentam nenhum tipo de escola.

36. Para criar um símbolo para uma banda, nada mais fácil que inverter o logotipo de uma montadora de carros.

37. Um pirulito pode se transformar em um helicóptero.

38. O uniforme do Batman tem mamilos.

39. Os tênis mais legais tem luzes nos calcanhares.

40. Você pode ser atendido por místicos de todos os tipos, ligando para um disk 0900.

41. Meninos solitários vêem gente morta.

42. Ratos de laboratório passam as noites fazendo planos para dominar o mundo.

40. Qualquer famoso brasileiro pode protagonizar seu próprio gibi: apresentadores de auditório, apresentadoras infantis, duplas sertanejas e até o Sérgio Mallandro.

44. Provedoras de internet podem entupir as casas dos consumidores com cd's oferecendo algumas horas de conexão.

45. Uma família amarela pode ser a mais importante do mundo.

46. Podemos ter animais de estimação eletrônicos, em forma de ovo.

47. Se algo está em construção, nada melhor que um gif piscando com a imagem de um operário para indicar tal fato.

48. De hora em hora, o SBT informa o resultado parcial da Telesena.

49. O mundo da lua é onde tudo pode acontecer.

50. Uma emissora de TV pode ser totalmente administrada por cachorros.


NÃO ENTENDI O Nº 26!!

Material retirado do blog ColorScreen ColorScreen - Conteúdo diferenciado em Nostalgia e Cultura Pop!: 50 coisas http://colorscreen.blogspot.com/search/label/50%20coisas#ixzz1620SpCR3



 

10 de nov. de 2010

Conhece esse?



Jana Lauxen
é publicitária e escritora, autora do livro Uma Carta por Benjamin (Ed. Multifoco, 2009, 136 páginas, R$28). Trabalhou como editora do Selo Literarte (Ed. Multifoco) e organiza, ao lado de outros escritores, as coletâneas Assassinos S/A (contos policiais, com Frodo Oliveira), Crônico! (crônicas brasileiras, com Beto Canales), Quadrinhos em História (HQs, com Sergio Chaves) e Literatura Futebol Clube (contos, crônicas e poesias sobre futebol, com Jovino Machado).
É colunista da revista independente Café Espacial, do site do jornal Diário da Manhã e da revista Zena.
Publicou a historieta Pela Honra de Meu Pai, pela Mojo Books, inspirada na banda Pata de Elefante. Foi editora da versão brasileira da revista eletrônica inglesa 3:AM Magazine, e também uma das idealizadoras do projeto E-Blogue.com (in memorian). Participou de mais de 10 coletâneas, sendo a mais recente Galeria do Sobrenatural, da Terracota Editora.


O blog dela tem muitas dissertações. Interessante.
http://janalauxen.blogspot.com/

Cada um analisa as coisas pela sua ótica

Um homem rico estava muito mal, agonizando. Pediu papel e caneta. Escreveu assim:

"Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres."

Morreu antes de fazer a pontuação. A quem deixava a fortuna? Eram quatro concorrentes.
O sobrinho fez a seguinte pontuação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

 A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:
Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

 O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

 Aí, chegaram os descamisados da cidade.. Um deles, sabido, fez esta interpretação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.

A vida pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras. Nós é que fazemos sua pontuação. 
Autor desconhecido.

5 de nov. de 2010

16 de jan. de 2010

A lista de promessas de Ano Novo de Maria

Nº1 Arrumar um emprego melhor ( afinal, porque eu tentaria melhorar o que eu já tenho?)
Nº2 Emagrecer (com remédios, claro. Por que eu tentaria reduzir medidas de um jeito mais difícil?)
Nº3 Ler um livro por mês ( somente se a próxima novela não for interessante...)
Nº4 Fazer um check up com um médico de confiança (acho que não vou revelar o quanto tenho bebido ou quantas vezes por semana como fritura)
Nº5 Criar uma conta no TWITTER (primeiro, preciso aprender a usar essa coisa e depois conseguir resumir o que achei de último capítulo da novela em 140 caracteres)
N°6 Reunir os amigos várias vezes ao longo do ano ( somente se eu conseguir emagrecer e criar a conta no TWITTER, ou não vou ter assunto)
Nº7 Aprender a cozinhar pratos diferentes (preciso comer algo que não seja enlatado ou congelado)
Nº8 Tomar banho de chuva ( e não levar aquele banho quando um carro passa em alta velocidade por uma poça quando você está com aquela roupa nova...)
N°9 Me manter atualizada sobre a política brasileira ( preciso saber quem apareceu em vídeos recebendo dinheiro. Mais um assunto para a reunião com os amigos. Posso até falar mal do atual presidente. Coitado, ele não tem culpa de ter tanto corruptos trabalhando para ele...)
Nº10 Cumprir essa lista. Vai ser moleza. Afinal, tenho o ano todo para isso!

9 de jan. de 2010

Onde mais

Outros textos meus no Recanto das Letras em contos e infantil.
O site tem muita coisa bacana. Vale à pena uma visita.

30 de dez. de 2009

Para onde vão nossas crianças?

Final de ano, todos os trabalhos podem esperar.
Todo mundo festejando.
E então eu ( que não curto muito essas festividades) me deparo com o texto da , e te pergunto: Isso tudo vale à pena?

EDITANDO

O Blog da Renata foi deletado. O que li por aí foi o seguinte:
Há uns anos ela postava em um blog sobre a doença de um filho quando descobriu que estava grávida do segundo. Esse blog era muito lido. Recentemente, começou a escrever que o segundo filho também apresentava problemas de saúde.
Parece que alguém soltou que ela começou a relatar os problemas do segundo filho para "fazer sucesso" novamente. Aí ela se cansou e excluiu o blog.

Como há desocupados no mundo!

26 de dez. de 2009

Um texto meu

Anabella escreve
Anabella escrevia cartas. Todo dia se sentava após o almoço e redigia suas estórias para enviá-las aos amigos. Gostava de ser minuciosa para que o destinatário conhecesse todos os detalhes.
Anabella não dormia direito. Ficava pensando no que havia faltado incluir ou imaginava se havia sido suficientemente clara em sua narrativa. Algumas cartas eram para conhecidos próximos, pessoas que gostariam de saber o que estava acontecendo em sua vida. Mas geralmente dedicava mais tempo se comunicando com amigos distantes que não via há muito tempo.
Um trecho de suas cartas dizia o seguinte:

...Desejo-lhe muitas felicidades e que o amor possa bater a sua porta assim como aconteceu comigo. Estamos planejando um bebê. Estamos reformando o quartinho dos fundos para que o Marcos passe o escritório para lá e possamos usar o outro quarto para o bebê. Conto mais detalhes em outra carta. Estamos de saída...
Abraços
Anabella
Em outra, relatou o seguinte:
...Ontem fez uma tarde muito bonita. Aproveitamos o feriado para passear. Estivemos no zoológico, acredita? Parecíamos dois adolescentes tomando sorvete e tirando fotos junto às jaulas...
E em uma terceira:
...Estou grávida! Contei para ele hoje e estamos muito felizes.
A família dele vibrou com a notícia. Gostaria de compartilhar com minha família também... Você sabe... Aquele incêndio horrível! Eu sofri muito, fiquei quase três meses internada...Foram momentos difíceis nos quais você me ajudou bastante...Espero que, com minha mudança para cá e, com a chegada dessa criança, meu coração se acalme um pouco...
Houve um dia em que Anabella não escreveu. Ficou paralisada diante do papel até que começou a chorar. Chorou até que as lágrimas cessaram e ela continuou ali, sentada, soluçando baixinho.
Até que um homem apareceu. Ele disse frases desconexas. Ficou repetindo palavras sem sentido até que Anabella não viu mais nada.
Quando acordou havia uma enfermeira ao seu lado. Anabella tentou falar com ela, mas as palavras morreram na garganta. A enfermeira saiu apressada do quarto e voltou um instante depois, acompanhada de um médico.
-Você está no hospital geral de Monte Alto. Estamos cuidando de você.- disse o médico- Você se lembra do que aconteceu?
Anabella se limitou a balançar a cabeça.
-Consegue dizer o seu nome?
-Anabella- ela respondeu, sem entender porque aquele homem achava que ela não se lembrava como chamava. Mas estava muito cansada. Sentia suas pálpebras pesadas.
Quando acordou novamente, viu uma mulher debruçada sobre sua cama. Imediatamente reconheceu Elisabeth.
Anabella soube então que tudo se resolveria. A amiga cuidaria dela.
Marcos e Elisabeth viajaram por horas para visitar Anabella. Como esta dormira logo após a chegada deles, Marcos chamou a esposa para tomarem um café.
Marcos levou Elisabeth até a lanchonete do hospital. Sentaram- se e ele começou a relatar o que sabia:
-O médico me adiantou algumas coisas. Disse que ela estava agarrada a muitos papéis quando foi retirada de casa. Havia cartas por todos os lados e que ela fez um escândalo para não se separar delas. Eles lhe aplicaram um sedativo para que se acalmasse e ele recolheu algumas e trouxe para cá, para quando ela acordasse. Para que ela não ficasse perturbada pela falta das cartas.
Marcos colocou as cartas em frente à Elisabeth. Algumas tinham o papel já desbotado, outras estavam faltando um pedaço. Elisabeth imaginou a amiga lutando para se livrar dos enfermeiros que lhe seguravam os braços e a tristeza em seus olhos quando viu que uma carta havia se rasgado.
-Ele me disse- continuou Marcos- que leu uma na qual ela contava sobre uma viagem de lua-de-mel, o que ele achou muito esquisito, pois ela nunca saiu de Monte Alto e não há registro de que ela tenha se casado.
Elisabeth pegou a primeira carta:
Rio de Janeiro, 12 de janeiro de 1991
Elisabeth,
Quantas saudades!
Há dias procuro um tempo para lhe enviar esta carta. Temos passeado muito e quase não ficamos no hotel. O lugar é lindo! Andamos a cavalo e fizemos trilha. Até agora os dias foram ensolarados e temos aproveitado muito!
(Tenho que te contar... os dois primeiros dias nem saímos do quarto!)...
Elisabeth largou a carta pela metade e começou a ler outra:
Rio de Janeiro, 15 de janeiro de 1991
Elisabeth,
Tudo bem?
Já estamos a 13 dias em lua-de-mel! Que sonho! Estamos muito felizes... Pena que está acabando... Amanhã vamos para a casa dos pais dele e depois voltaremos para nossa casinha, nossa rotina...
Elisabeth largou mais essa carta e virou para Marcos:
-Você leu isso? Está parecendo com...
-Isso mesmo, está parecendo com a nossa lua-de-mel!
-Que estranho... E eu reconheço a letra dela, estudamos juntas por anos, trocamos diversos bilhetinhos em sala de aula...
-Você acha que ela pode... Ter enlouquecido?!- perguntou Marcos, com medo da reação da esposa.
Elisabeth não respondeu. Não encontrou forças. Certamente era um engano. Certamente havia alguma explicação. Sua amiga de infância, com quem tinha partilhado tudo, com quem estudara e passara os finais de semana na varanda de sua casa, ambas entediadas, pois não havia nada para fazer na pequena cidade de Monte Alto.
-Veja as outras cartas- disse Marcos- há muitas semelhanças. Ela cita inclusive uma gravidez. O médico me disse que ela nunca teve filhos.
Elisabeth ficou sem ar. Seria possível que amiga de infância estivesse vivendo – ou sonhando- com uma vida igual a sua? Por quê? O que teria acontecido com ela nesses anos em que ficaram sem se falar para que Anabella começasse a achar que vivia uma vida que não existia?
Uma enfermeira os chamou até a sala do médico. Entraram na sala humildemente mobiliada e se sentaram nas cadeiras indicadas pelo médico, em frente à mesa.
-Sinto muito pela situação de sua amiga, dona Elisabeth- disse o médico e ela o achou muito mais velho do que quando o vira pela primeira vez, enquanto ele conferia a prancheta pendurada aos pés da cama de Anabella. - Nossa equipe foi à casa de sua amiga Anabella chamada pela pólicia.
-Polícia? O que houve? Conte do começo, por favor.
-Uma vizinha chamou a polícia- respondeu o médico- Elas viviam em apartamentos lado a lado há muitos anos. Essa vizinha estranhou quando não há viu sair de casa por vários dias seguidos.
Diante do olhar vago de Elisabeth o médico continuou:
-Ainda não temos nenhuma conclusão. Imagino que ela sofra de algum distúrbio tratável. Algo relacionado ao trauma da morte acidental da família, anos atrás. Guardei uma carta para mostrar a um colega psiquiatra pois, como disse ao seu marido, ela não teve filhos. A senhora gostaria de dar uma olhada? Como eram amigas, talvez a senhora saiba mais do que nós.
Elisabeth pegou o papel dobrado da mão do médico e o abriu:
Monte Alto, 25 de abril de 1991
Elisabeth,
Hoje é o pior dia de minha vida. Perdi o bebê... Não sei com agüentaria passar por toda essa dor sem o Marcos, que tem sido maravilhoso.
Venha nos visitar. Adoraríamos receber sua visita. Estou precisando do seu abraço.
Beijos
Anabella
-Eu... Eu nunca soube de gravidez nenhuma. E nunca recebi nenhuma carta dela. O pouco que conversamos depois que fui embora de Monte Alto foi por telefone e sempre eu que ligava para ela. Ela não tem família, eu gostaria de ficar aqui com ela. Nós pagaremos todas as despesas –Elisabeth disse, olhando para Marcos, que concordou.
-Nosso hospital é modesto, dona Elisabeth. Farei todo possível para dar a primeira assistência a ela aqui e, assim que alguns exames ficarem prontos, ela deverá seguir para uma clínica especializada.
-Nós aguardaremos os resultados.
***
À noite, no hotel, Elisabeth e Marcos discutiam:
-Não podemos ficar aqui para sempre, Elisabeth!- temos nossos empregos no Rio, eu preciso trabalhar, ainda mais com essa sua idéia de pagar o tratamento da sua amiga.
-Não ficaremos aqui “para sempre”. É só até saírem os exames. Você pode voltar, eu fico e pago tudo sozinha.
-Vai pagar tudo como, posso saber?
-Não importa. Ela não tem ninguém. Eu tenho que ficar. Você não entende? Ela representa minha infância, tudo que vivi nessa cidade, eu tenho que ficar.
Marcos, exausto, adormeceu rapidamente. Elisabeth rolou na cama por muito tempo antes de conseguir pegar no sono. “Marcos tem razão, não podemos arcar com todos os exames e remédios. Anabella deve alguém que possa olhar por ela. Tenho que encontrar essa pessoa, assim poderemos voltar para casa...”
No dia seguinte, a esposa foi ao hospital pela manhã, enquanto o marido iria à agência bancária da cidade fazer um saque, para arcar com as primeiras despesas no hospital.
Elisabeth seguiu sozinha para o hospital. Pediu para falar com o médico, pois ainda não estava no horário de visitas. Sentou-se na recepção e aguardou.
***
Elisabeth não conseguia respirar direito. Acordou e percebeu que tinha as mãos e os pés amarrados. Sua garganta estava seca. Tentou chamar por alguém e não conseguiu. O fiapo de voz que saiu não alertou ninguém no corredor. Estava suando. Tentava se lembrar de como fora parar ali e só se recordava de um homem aplicar-lhe uma injeção e a voz de Marcos ao fundo gritando:
-Foi ela, ela é louca! É tudo culpa dela!...
Agora, acordada, tentava compreender porque Marcos gritara que a culpa era de Anabella. Sua amiga vinha sendo mantida sedada para que não se machucasse e os médicos pudessem avaliar seu problema e prescrever o melhor tratamento... Ela não tinha culpa nenhuma.
Tentou chamar por Marcos novamente e a voz saiu mais fraca ainda
O que estará acontecendo, pensou
Será que eu desmaiei? Será que tiveram que me dar uma notícia ruim sobre Anabella?
Continuou chamando pelo marido com as forças que possuía
Até que a porta se abriu. E não foi Marcos quem entrou. Uma enfermeira entrou, soltou uma de suas mãos, que estavam atadas à cama e checou-lhe a pressão.
Elisabeth começou a falar, queria perguntar por que estava ali, mas ainda estava confusa sob o efeito dos tranqüilizantes.
A enfermeira saiu do quarto, deixando seu braço livre e fez sinal para que outra pessoa entrasse.
Então Elisabeth a viu. Estava com o semblante calmo, mas a face estava pálida e abatida. Anabella entrou.
Elisabeth não saberia dizer que horas do dia eram, pois o quarto era muito claro, apesar de não ter janelas
Anabella se aproximou devagar, pegou a mão livre de Elisabeth e a beijou.
Elisabeth ouviu- a perguntar:
-Como está se sentindo?
Elisabeth achou esquisito que a amiga perguntasse isso, afinal viera de longe para lhe perguntar a mesma coisa.
-Eu e o Marcos viemos do Rio para lhe ver. Não poderemos ficar muito. Vou conseguir alguém para cuidar de você, para que eu possa ir embora tranqüila. Apesar de já ter terminado o horário de visita, consegui entrar um pouquinho para te dar um beijo. Gostaria que te trouxesse alguma coisa amanhã?
Elisabeth não respondeu a essa pergunta nem a meia-dúzia de perguntas seguintes que a amiga fez, antes que a enfermeira entrasse e dissesse que ela teria que ir embora.
Quando Anabella saiu, a enfermeira prendeu novamente o braço de Elisabeth à cama e aplicou-lhe uma nova injeção. A picada não doeu. Elisabeth viu o teto girar e mergulhou na escuridão. Agora, sob o efeito dos remédios, poderia inventar a vida que quisesse viver. Voltaria a escrever suas cartas.

2 de abr. de 2009

CBJE

A Câmara Brasileira de Jovens Escritores tem um meio relativamente barato para auxiliar na publicação.
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O site é bacana, tem diversas informações sobre os autores e os serviços prestados.

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